12/04/18 | 13:59
Polícia Civil e Prefeitura de Manaus apresentam homem que vendia falsas vagas de emprego

Diego Roberto foi preso na quarta-feira, 11.04, e admitiu ter aplicado o golpe da venda de vagas de emprego

 

Depois de uma semana de a Prefeitura de Manaus ter lançado campanha de comunicação incentivando pessoas a denunciarem o golpe da venda de vagas de emprego, a Polícia Civil do Amazonas e a Semtrad apresentaram na manhã desta quinta-feira (12/4), durante coletiva de imprensa, o autor do golpe:  Diego Roberto da Silva, 26, foi preso na noite de quarta-feira, por volta das 22h, no terminal de Integração Um (T1), na avenida Constantino Nery, Centro, Zona Sul de Manaus. A coletiva de imprensa ocorreu no prédio da Delegacia de Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd).

De acordo com o delegado titular da Derfd, Adriano Felix, o infrator tinha uma tabela com valores que variavam de R$ 150 a R$ 850 dependendo da vaga e o salário que a pessoa se propunha a pagar. Segundo o delegado, o infrator já efetuou o golpe em 23 vítimas e teria começado a ação em novembro do ano passado. Ele usava documentos e crachá como se fosse funcionário do Sine.

O assessor jurídico da Semtrad, Paulo Tyrone, disse que a Secretaria, que responde pelo Sine Manaus, acompanhou o processo junto à Derfd e desenvolveu uma campanha para esclarecer a população de que todos os serviços do Sine Manaus são gratuitos. As três vítimas que se dispuseram a denunciar foram encaminhadas à Delegacia, que iniciou o processo de investigação.

“Ainda não sabemos a extensão do golpe, por isto é importante que as pessoas continuem a denunciar e saibam que todos os serviços do Sine Manaus são gratuitos e não oferecemos serviços itinerantes”, ressaltou Tyrone, orientando as vítimas a procurarem a Derfd. Durante a campanha, lançada há uma semana, seis pessoas entraram em contato com a Semtrad para denunciar.

“As pessoas que nos denunciaram contaram que havia uma tabela com valores diferenciados e a promessa de serem encaminhadas já empregadas, o que não acontecia. O infrator apresentava documentos com papel timbrado falso onde era possível ver o uso das marcas do Sine e do Ministério do Trabalho”, contou Paulo Tyrone.

Diego Roberto foi enquadrado no crime de estelionato. Ele admitiu o crime e disse estar  “arrependido” pelo que fez. Em seu relato, contou que começou o golpe em novembro do ano passado em uma igreja evangélica, onde 12 pessoas foram as primeiras vítimas. De lá para cá, admitiu ter aplicado o golpe em 23 pessoas. Com a prisão de Diego, o delegado Adriano Felix acredita que outras pessoas poderão reconhecê-lo, aumentando, com isso, o número de denúncias.